quinta-feira, 8 de maio de 2008

O arquiteto e o designer

Relação simbiôntica

Um arquiteto é o profissional responsável pelo projeto, supervisão e execução de obras de arquitetura. Embora esta seja sua principal atividade, o campo de atuação de um arquiteto envolve toda as áreas correlatas ao controle e desenho do espaço habitado, como o urbanismo, o paisagismo, e diversas formas de design.
Na maior parte dos países do mundo a legislação exige que para que alguém possa ser considerado um arquiteto, este deve possuir um diploma de nível superior.



O Design de produto, também chamado projeto de produto ou desenho industrial, trabalha com a produção de objetos e produtos tridimensionais para usufruto humano. Um designer de produto lidará essencialmente com o projeto e produção de bens de consumo ligados à vida quotidiana (como mobiliário doméstico e urbano, eletrodomésticos, automóveis e outros tipos de veículos, etc) assim com a produção de bens de capital, como máquinas e motores.


Novo edifício da ópera e bailado da noruega

Design (em alguns casos projeto) é um esforço criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. Esse esforço normalmente é orientado por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.
Exemplos de coisas que se podem projetar incluem muitos tipos de objetos, como utensílios domésticos, vestimentas, máquinas e também imagens, como em peças gráficas, famílias de letras, livros, e (recentemente) interfaces de programas.

Apesar das diferenças entre elas, as duas áreas se fundem em vários aspectos. Um ponto fundamental é perceber que nem arquitetura, nem design têm barreiras de atuação formalmente estabelecidas, possibilitando ao arquiteto “invadir” o espaço do designer e criar moveis, estampas, ou qualquer outro objeto e, por que não, permitindo que o designer trabalhe no projeto e execução de edifícios.

O design de interiores, confundido por vezes com decoração de interiores, é uma técnica cenográfica, visual e arquitetônica de composição e decoração de ambientes internos (cômodos, casas, residências, escritórios, palácios etc.) e é onde normalmente arquitetura e design se mesclam.

Fica então virtualmente impossível separar totalmente o preto do branco. Se analisarmos por exemplo o trabalho do designer Karin Rashid, que tem inúmeros projetos premiados como arquiteto de interiores, ou Frank Gehry, um dos maiores arquitetos do últimos século, mas também reconhecido por suas poltronas e outros objetos, veremos que a área cinzenta que separa arquitetura e design pode ser muito mais interessante e desafiadora do que se nos atermos à fronteiras de qualquer tipo.

Blog muito interessante que trata de vários assuntos relacionados ao Design e outras áres.
http://blog.uncovering.org/

Designer ou Engenharia?

Desde a revolução industrial, designers e engenheiros sempre trabalharam lado a lado, chegando a confundir muitos o devido papel de cada um em particular.A partir disso,podemos analisar seus diversos aspectos:



*Ambos trabalham em pró de uma “peça” com uma devida funcionalidade;

*Ambos pensam e definem a mão-de-obra, materias ultilizados e custo total deprodução;


No princípio, devido à necessidade de algum produto em determinada empresa, cabe ao designer fazer um desenho(computadorizado e/ou não) de um produto que entrará no mercado de vendas,ou seja, tanto a parte 2D quanto a 3D, feitas de diversos ângulos para que a empresa/consumidor possa ter aidéia geral do projeto e futuro produto.Obviamente antes de se inciar o projeto , o designer faz diversas pesquisas envolvendo formas, funcionalidade, custo benefício e a velocidade e praticidade de produção juntamente com o engenheiro.



Já o ramo da engenharia é responsável por toda a parte de cáculos: tolerancia geométrica ,força de atrito, cálculos de dureza do material, tipo de material usado, só que de acordo com as normas da ABNT(como por exemplo um virabrequim que deve ser construído com aço ABNT 1010/1020 de diâmetro inicial de 60mm), parafusos e objetos exteriores usados(se necessário)e suas devidas medidas, além de trabalhar com base nas em normas e padrões tais como ISO, NBR, ABNT , etc.





Dessa forma, podemos diferenciar o papel de cada um e suas devidas funções dentro de uma determinada empresa e que o trabalho em conjunto é fundamental para o resultado final de cada produto que entra no mercado.


Confira os links da elaboração de motores e turbinas e veja o trabalho de um designer e um engenheiro sendo aplicado na indústria.





Arte x Design


Design é arte? Existe arte no design? Até que ponto a arte influencia o design e vice-versa? Muito se discute a relação da arte com o design, e os equívocos resultantes são reflexo de uma má definição de “o que é realmente arte?”. Dois consensos errôneos com maior importância para esse caso são:
1° a assimilação entre técnica e arte, em que com um maior aprimoramento da técnica ou destaque em sua área, qualquer coisa pode ser considerado arte (futebol arte, arte de cozinhar, vídeo-game arte);
2° as expressões artísticas (cinema, música, artes plásticas, etc.) comumente aceitas como arte, em sua maioria não passam de uma falsa arte, um mero instrumento da indústria do entretenimento, onde sua importância está mais ligada ao seu valor de mercado do que a uma expressão artística.


Foto retirada do site: http://www.novomilenio.inf.br
projeto de decoração do restaurante israelense Red Sea Star, instalado na cidade de Eilat e assinado pela escultora e criadora de mobiliário Ayala S. Serfaty, começou com uma gravidez. A artista israelense, em férias no Mar Vermelho


Apesar do design se assemelhar muito a arte ele nunca o será, pois o que definitivamente diferencia o designer do artista é o modo como e para quem ele projeta (cria), pois o artista sempre parte de uma visão pessoal de mundo e o exterior é para ele uma referencia e inspiração para suas obras, enquanto a preocupação do design é solucionar e atender as necessidades da sociedade partindo da sociedade e não de intuições pessoais.
Mas existem características em comum entre design e arte: ambos utilizam de uma noção de estética aliada à técnica para provocar emoções e sentimentos, assim como a busca e o aperfeiçoamento de novas técnicas e materiais para chegar a um objetivo que melhor se adapte a seus objetivos.



E a arte, qual o seu papel na sociedade? A verdadeira arte não é feita para entreter, ela existe para provocar, protestar, expor à sociedade segundo a visão do artista, de uma forma que não pode ser dita logicamente. Um bom exemplo de arte hoje são os grafites, que transformam a cidade em uma verdadeira galeria a céu aberto.


quinta-feira, 24 de abril de 2008

O Design divide espaço com outras áreas?

Em uma reunião do nosso grupo essa semana, tentamos estabelecer uma linha de raciocínio que era a seguinte. Que o Design divide espaço com outras áreas, com pontos em comum e de divergência também, e que essas áreas marketing, engenharia, arte e arquitetura, tem um alvo em comum Consumidores/Sociedade. E isso nos levou a uma questão que nós achamos interessante. Que além dos pontos em comum com as outras áreas, elas usam o design como ferramenta, para atingir seus propositos de atender a demanda de um fabricante ou a de seus consumidores. Como tentamos estabelecer um paralelo entre as áreas fizemos alguns textos para tentar explicar melhor nosso pensamento e começaremos pelo marketing.

Design e marketing são aliados, não inimigos

Há pontos em comum entre o Design e o Marketing, os dois campos precisam atender às necessidades dos consumidores e estabelecer uma comunicação de confiança e respeito. Além disso usam da prática inovativa, analisam as questões sociais e ambientais em busca de soluções para as indústrias.

O Marketing ainda tem seu foco na venda, na distribuição de seus produtos e na concorrência. Mas também é ferramenta importante de análise das necessidades de consumo do mercado. O marketing atual não se contém mais nos seus 4 pilares (produto, preço, praça e promoção), pois consumidor mudou. Está mais dificil de agradar consumidores cada vez mais ativos e vorazes por produtos que possuam uma “identidade” e que os complete.

E é ai, que o Design entra, criando essa “identidade” no produto à partir de pesquisas feitas no seu público-alvo visando atender essas necessidades. Tanto o Design de Produto, como a Programação Visual (Design Gráfico), tomou conhecimentos do marketing, não com pretensão de roubar o mercado da categoria, mas porque constatou que, em muitos conceitos do marketing, reside a nova função do designer: a de criar pensando no consumidor.

Design ou Marketing? – PDV – Uma grande caixa de vidro com design arrojado e logo da Apple, que reforça a mensagem que a empresa deseja passar para seus clientes, além de deixar claro que existe ali um ponto de venda.







Marketing com Design? – Campanha de Marketing viral BAR DA BOA que você pode zoar uma amigo seu no endereço http://www.tatuagemdaboa.com.br/ que é sempre uma estratégia interessante pois o público brasileiro é muito alegre e adora uma brincadeira. E o design aparece na Logo marca da cerveja como suas cores e tudo mais.

SP Arte






















De 24 a 27 de abril estarão reunidas 67 galerias de arte moderna e contemporânea em um único local - o Pavilhão da Bienal - um espaço símbolo para a arte nacional. Além do número crescente de galerias nacionais contamos com a participação de sete importantes galerias internacionais.

A feira se tornou um verdadeiro ponto de encontro e referência da arte moderna e contemporânea em São Paulo, e ao longo de suas três edições, a SP Arte chamou a atenção pelo clima descontraído e pelos importantes encontros ao longo dos corredores.
A SP Arte tem como objetivo principal promover a arte moderna e contemporânea, tanto brasileira como internacional, buscando desta forma estreitar o relacionamento entre colecionadores nacionais e internacionais, artistas, críticos de arte, curadores, diretores de museus e instituições culturais e galerias.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Mais um link


Ao meu ver, produtos infantis são a Meca do design. Crianças são extraordinariamente exigentes e intuitivas, o que torna desenhar para elas um desafio a parte....

Inchworm...uma elegante e criativa solução para que os pezinhos crescam sem esvaziar os bolsos paternos a cada 2 meses.

http://www.inchwormshoes.com/index.php

Renato Mariano

terça-feira, 22 de abril de 2008

Links

Nós nos comprometemos a, com o intuíto de ilustrar nossas perspectivas sobre o que é design hoje, procurar e postar neste blog, dois links/pessoa semanais de interesse variado.

1. Design, uma ciência social.

A ONG Traidcraft tem como missão lutar contra a pobreza atraves do comercio, praticando e promovendo abordagens comerciais que ajudem pessoas pobres em paises em desenvolvimento a transformar suas vidas.

http://www.traidcraft.co.uk/

2. Yanko Design, form beyond function.
Tendencias, idéias, conceitos e muita coisa legal.

http://www.yankodesign.com/

Renato Mariano

domingo, 13 de abril de 2008

Introdução do Show de Jimi Hendrix - Plays Monterey

Galera espero que gostem desse vídeo de introdução ao documentário de Jimi Hendrix no Festival Internacional de Monterey, que foi pintado pelo Artista Denny Dent.

Esse documentário sobre Jimi Hendrix, retrata a carreira do cantor desde a juventude, na Inglaterra, até a participação no Festival Internacional de Monterey. Para ilustrar o filme foram utilizados velhos materiais inéditos do cantor tocando em Monterey e fitas do arquivo do próprio Hendrix.


quinta-feira, 10 de abril de 2008

Design: além do que se vê

 
Logo Marca da campanha contra o cancêr de mama

No mundo em que vivemos, frenético de mudanças constantes, usar uma definição comumente aceita no passado de que o Design nasceu da industrialização e até hoje mantém uma relação de servidão para/com a industria, ou uma definição superficial muitas vezes usada e abusada pela publicidade de que Design é beleza, forma, estética e tantos outros sinônimos, não seria a melhor forma de defini-lo.

Apesar de muitas dessas características citadas acima, serem facilmente encontradas no processo do Design e válidas, elas ainda são insuficientes para um melhor entendimento.

O Design deixa de ser algo apenas funcional e “Belo”, com formas e cores equilibradas, ele passa a assumir uma qualidade que talvez só tenha sido dada às Artes (plásticas, literárias, musicais), em que seu verdadeiro valor não se mede com instrumentos ou por meio de órgãos sensoriais, e sim pela percepção dos signos e seus significados. Perceber esses símbolos não é tão simples, depende de uma maior consciência do Design cultural e históricos, e de sua relação com o social.

Identidade visual e tendências hoje


Uma identidade visual consistente deve fazer parte das estratégias de longo prazo da sua empresa. Tanto dentro e fora da web é preciso ter uma imagem forte, adequada ao posicionamento e voltada para o amanhã.

Alguém consegue imaginar por exemplo uma garrafa de Coca-Cola na cor azul e com fonte “Times New Roman” em verde? Certamente não...E caso existisse, convenhamos que não seria tão convidativa quanto a tradicional embalagem vermelha com sua fonte característica em branco... Hoje e sempre o design tem essa importância, ele induz comportamentos e opiniões sobre um determinado produto.

O design é movido por tendências, pela moda da época em que estamos. Isto é muito importante pois determina em geral o que é bonito e o que é feio, aliado ao gosto pessoal de cada um, que também muda com os tempos.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Visita ao Museu de Arte Moderna - Exposição Panorama dos Panoramas


OHTAKE,
TOMIE
(Quioto, 1913)
OBRA C
1979
Pintura
Prêmio
1332




O Panorama da Arte (MAM). Essa exposição foi um ótimo objeto de estudo para nosso trabalho, lá estão expostas obras premiadas em diversas edições do Panorama: Obras de Tomie Ohtake (Obra C, 1979), Alfredo Volpi (Mastros, 1970), Mauro Restiffe (Empossamento #2, 2003), Tunga (Sem título, 1997), Robrigo Braga (Comunhão I, 2006), entre outras obras muito interessantes. Essa visita nos forneceu uma interessante visão sobre a arte no Brasil, desde 1969. Em busca de responder nossa pesquisa “O que é o Design Hoje”, pudemos perceber a diferença entre arte moderna e arte contemporânea, o que enriquesse nosso estudo e nos deixa com uma visão ainda mais abrangente, para buscarmos nosso objetivo. Pudemos constatar que o que era considerado uma grande obra ontem (1969 - 1º edição do Panorama), hoje talvez não possa ser traduzido de maneira eficaz. Afinal, trata-se de uma obra que teve seu tempo, e por isso devemos avalia-lá com os olhos no passado para que possamos dar seu devido valor. O trecho que vem a seguir explica melhor a questão da arte e do seu tempo.

Trecho do texto retirado do folder Panorama dos Panoramas do Museu de Arte Moderna: Conforme diz o crítico de arte colombiano Álvaro Medina, “ tento introduzir uma ferramenta de trabalho que permita conhecer minimamente alguns acontecimentos e revalorizar a importância de muitos criadores que já não suscitam o menor interesse atualmente, nomes esquecidos que, se olharmos para os conceitos expressados pelos críticos à sua época, perceberemos que tiveram algum mérito que hoje desconhecemos. Deveríamos, portanto, recuperá-los e reavaliá-los para assim situá-los em suas devidas magnitudes históricas”.


Claudio Alves
Abraço até mais.